Pará Musical
Publicidade texto
Radar Pará  

Do jazz ao tecnobrega

Segunda edição do Terruá Pará reuniu 45 artistas paraenses no Centur

Vívian Carvalho com fotos Ana Flor
Paulo André Barata fez o público cantar junto canções inesquecíveis

Grandes caixas coloridas que imitavam os amplificadores utilizados nas festas de aparelhagens compuseram a decoração de três dias do Terruá Pará em Belém. Os dias 26, 27 e 28 de julho de 2011 vão entrar para a história do Teatro Margarida Shivasappa. 

 
Em primeiro lugar é preciso dizer que não foi nada fácil conseguir assistir aos espetáculos. O público teve que enfrentar filas enormes - alguns ficaram mais de três horas em pé - para conseguir uma poltrona confortável e assistir gratuitamente a 45 artistas que se apresentaram no palco.
 
Impossível descrever a sensação do público que lotou o teatro. Emoção, surpresa, espanto, arrepio... Uma mistura de sentimentos tomou conta de todos que participaram de um festival que há cinco anos não se ouvia falar por aqui. 
 

Nada mais justo para a maioria de nós que, desde junho desse ano, sabíamos apenas do sucesso que havia sido o Terruá Pará em São Paulo, e como a “Jaburana” de Dona Onete, as guitarradas de Felipe Cordeiro e o tecnobrega da Gangue do Eletro tinham encantado os paulistas.

 
Por aqui, a segunda edição do Terruá Pará recebeu tantas pessoas que foi preciso uma mudança de estratégia no segundo dia de apresentação. Ao invés de um show por noite, a organização e os artistas decidiram realizar dois shows nos dias 27 e outros dois nos dias 28, exatamente iguais, para atender a grande demanda de público. 
 

A dupla de guitarristas de lambada Felipe e Manoel Cordeiro

“Nós não estávamos prevendo tanta gente assim para assistir ao Terruá, estamos pensando em adaptar o evento para um lugar ao ar livre, embora ele seja um show mais intimista, feita para o teatro. Mas, vieram tantas pessoas, bem mais do que o esperado, que decidimos fazer duas apresentações por dia, para não deixar o público de fora”, disse o Secretário de Estado de Comunicação, Ney Messias, idealizador do projeto, que contou ainda com produçao de Carlos Eduardo Miranda e Cyz  Zamorano.
 
 
 
 
O Terruá em Belém 
 

Keila Gentil arrancou suspiros da galera do Terruá

E foi assim que o grupo Uirapuru, Sebastião Tapajós, Charme do Choro, Dona Onete, Paulo André Barata, Lia Sophia, Solano, Felipe Cordeiro, Manuel Cordeiro, Guangue do Eletro, Gaby Amarantos, Luê Soares, Edilson Moreno, Orquestra de Violoncelistas da Amazônia e a banda base do evento, composta por Luiz Pardal (maestro e arranjador), Félix Robatto (guitarra), Adriano Sousa (bateria), Calibre (baixo), Esdras Souza (saxofone) e Trio Manari (percussão), fizeram a grande platéia vibrar no teatro do Centur.
 
Em duas horas de show se ouviu e se viu de jazz ao tecnobrega, passando pelo choro, guitarradas, lambada e carimbó. Uma conciliação de ritmos que, bem longe de causar estranheza, mostrou ao público o quanto a música paraense é rica e diversa. 
 
Depois de uma pequena abertura do grupo de carimbó Uirapuru, do município de Marapanim, Sebastião Tapajós entrou no palco e, de seu violão, tirou acordes tão belos que deixou a plateia estática, atenta a cada nota tocada por este que é um dos melhores violonistas do Pará. Além de se apresentar ao lado da brilhante orquestra de Violoncelistas da Amazônia, Sebastião convidou as meninas do Charme do Choro para entrarem no palco. Ao lado do músico, as seis meninas fizeram uma bela apresentação.
 
Em seguida, Trio Manari acompanhou o Charme do Choro em mais uma música, até entrar a quarta atração da noite: Dona Onete, a cantora que em São Paulo arrancou sorrisos e admiração dos paulistas com as letras “assanhadas” de Amor Brejeiro e Jaburana.
 
Tem que ser um amor brejeiro/feiticeiro e carinhoso/que faça ferver o meu sangue/só o amor me satisfaz/que me leve à loucura e me dê um algo mais. Cantou Dona Onete, que ainda fez gracejos com a plateia sobre “o fogo do homem do Norte”. E foi esbanjando simpatia que Dona Onete deixou o palco sendo aplaudida de pé pelo público. Em seguida, Pio Lobato tocou incríveis solos experimentais em sua guitarra.
 
A sétima apresentação da noite talvez não tenha sido a mais surpreendente, mas com certeza foi a mais emocionante.  Em certos momentos mal se ouvia a voz de Paulo André Barata, tamanho era o coro de vozes vindo da plateia. Todos sabiam na ponta da língua as letras das canções e era visível a emoção dos muitos fãs de Paulo quando ele, ao lado de Sebastião Tapajós no violão, cantou a música “Foi assim”, de autoria de Ruy Barata. 
 

Sebastião trouxe seu violão, representando o Tapajós

Na segunda parte da noite começaram as apresentações das novas promessas da música popular paraense. A bela Lia Sophia convidou para entrar ao seu lado no palco o Solano, que além de acompanhar a jovem, cantou o seu hit de maior sucesso: “Americana”, que rendeu a ele o disco de ouro pela antiga gravadora Continental e foi regravada recentemente por Arnaldo Antunes no DVD “Ao vivo lá em Casa”. 
 
Em seguida, uma família de guitarreiros subiu ao palco: Felipe e o pai Manoel Cordeiro. Felipe tocou com Manuel e Mestre Solano e o que vimos no teatro foram duas gerações unidas pelo amor às guitarradas. Felipe cantou também a música “Legal e Ilegal” que fará parte do seu novo álbum, já bastante elogiado pela crítica especializada. O talento do músico, diga-se de passagem, rendeu uma ótima reportagem, na edição de agosto, de uma das revistas mais conceituadas do Brasil, a BRAVO!.
 
 A noite continuou com o show de Felipe, Lia Sophia e Luê Soares. Oportunidade ímpar para aqueles que ainda não conheciam o talento dessa nova safra de artistas paraenses.
 
Das guitarradas de Felipe Cordeiro fomos para o tecnobrega do DJ Waldo Squash e da Gangue do Eletro. Maderito, Squash, William Love e Keila mal subiram no palco e já deram uma ordem: todos tinham que levantar da cadeira e dançar o ritmo revolucionário do quarteto. 
 
Missão nada difícil de ser executada, impossível mesmo era ficar sentando quando se ouvia letras malucas aliadas a uma mistura de brega com batidas eletrônicas. A agitação do quarteto no palco era tal que logo contagiou a plateia e em pouco tempo parecia que o Schivasappa tinha se transformado em uma festa de aparelhagem. 
 

Luê Soares e Lia Sophia também encheram de charme o Terruá

Pronto, o brega estava instaurado no Terruá! Após a apresentação de Edilson Moreno, a diva Gaby Amarantos entrou deslumbrante no palco e cantou desde lambada de Ronaldo Silva até mambo e, claro, o tecnobrega. E como tudo no Pará termina em carimbó, no Terruá não poderia ser diferente. Para encerrar o evento, todos os músicos que participaram do festival subiram ao palco e cantaram juntos “Sinhá Pureza”, o carimbó mais famoso do mundo. 
 
Terruá - O evento Terruá Pará acontecerá ainda esse ano nos municípios de Marabá e Santarém. De acordo com o Secretário de Comunicação do Estado, Ney Messias, o festival circulará também em várias capitais do Brasil, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Recife e Brasília. Confira, alguns trechos do show na cobertura exclusiva do Pará Música em Belém. 
  O evento terminou com uma grande festa em cima e fora do palco do Schivasappa
 
18 de agosto, 2011 - 11h58
Nome
E-mail
Mensagem

Comentários (2):

utTJVhXHV5G

Awesome blog! Is your theme custom made or did you download it from soeewhmre? A theme like yours with a few simple tweeks would really make my blog stand out. Please let me know where you got your design. Kudos

utTJVhXHV5G

Awesome blog! Is your theme custom made or did you download it from soeewhmre? A theme like yours with a few simple tweeks would really make my blog stand out. Please let me know where you got your design. Kudos


contato@paramusica.com.br

Escreva-nos!

Mensagem