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Charmoso rouba a cena no Se Rasgum

Primeira etapa das Seletivas destacou projeto de Nanna Reis e Proefx

Nicolau Amador Fotos: Ana Flor
 
Projeto Charmoso roubou a cena no Se RasgumQuando a cantora Nanna Reis e o DJ Proefx subiram ao palco das Seletivas Se Rasgum, no último sábado,  10, no Afrikan Bar, algo diferente aconteceu. A última atração da noite antes do show da gaúcha Cachorro Grande, a dupla intitulada Projeto Charmoso, acompanhada de um percussionista e um trio de metais, roubou a cena. O suingue de base eletrônica misturando ragga, cumbia e reggae, além da voz forte e da beleza da cantora prenderam a atenção do público que começou a se aglutinar na frente do palco.

A cada música a tensão era crescente. Nanna, de voz potente experimentada em aulas no Conservatório Carlos Gomes e na Escola de Música da UFPA, soltava longos agudos e vocalizes de grande beleza. Os metais, econômicos, se revezavam com solos de trompete e a voz de Proefx contrastava com a beleza sutil da voz de Nanna nos improvisos de freestyle. “Nós estamos aqui e vocês estão um nível acima de todos nós”, disse Ranieri, baterista do grupo Maquine, ao cumprimentar Proefx na saída do palco.

De fato, a proposição poderia até soar exagerada, escrita assim depois de alguns dias do evento. No entanto, a baixa performance de alguns concorrentes ressaltou essa ideia. Quando o Charmoso subiu ao palco e encerrou sua participação com o mais novo hit entoado por Nanna, “Love”, ficou uma sensação de embevecimento no ar, muito ajudada pela modorra provocada por parte das bandas anteriores.

Maquine é projeto estético ousado

O coletivo Maquine, formado basicamente pela junção de ex-integrantes das bandas Mohamed e Cravo Carbono, é sem dúvida um projeto ousado e de grande relevância estética, mas ganharia muito com uma performance vocal um pouco melhor. A impressão que tive é exatamente a que coincide com a opinião do baterista, de que é um projeto de música pop/popular que está em maturação, isto é, em um estágio incipiente. Em pouco tempo o grupo há de enxugar tantas referências e aperfeiçoar o som.

 

Juca Culatra e Cristal Reggae teve talvez a segunda melhor performance da noite, mas acabaram sendo parcialmente prejudicados pelo grande número de cantores, que deve ter deixado o técnico de áudio confuso. O guitarrista francês, que me foge o nome agora, canta muito bem, mas quando ele começou a executar a sua única canção, seu microfone tava mais baixo que os demais. O técnico do evento não tem obrigação de saber que uma só banda tem quatro cantores e em que momento cada um deles vai cantar.

Juca Culatra e Cristal reggae também foram destaqueA banda Vinil Laranja, que abriu a noite, o fez com grande competência rocker, mas o que esse tipo de rock indie tem ainda a oferecer num festival onde o mote é a diversidade, senão a competência? Contraditoriamente o que prejudica uma banda de rock competente é a concorrência, pois há muitas bandas de rock abaixo da média. MC Gaspar e o Crisantempo apenas esboçaram algo diferente, mas apesar de poderem chamar a atenção pela proposta diferenciada tem ainda muito o que crescer profissionalmente. Crisantempo teve a vantagem de, ao contrário da maioria das bandas de rock presentes, optar pelo canto e pela melodia. O mesmo pode se dizer de MC Gaspar que entoou uma rima menos dura.

O grupo Vida Noturna apresentou um rap forte com bases duras e uma rima sem muitas nuances. Já a banda Tranze apresentou seu rock rápido, sujo e irreverente. Nesses últimos casos meros esboços que talvez tenham soado diferente nas gravações que os jurados escutaram. No entanto, para a seleção de um  festival de renome nacional que contou com mais de cem inscritos, é preciso alertar também os jurados. Afinal, como disse um dos frontman concorrentes, o que eles esperam é apenas a oportunidade de se divertir e mostrar o seu som. No entanto, o público merecia um nível um pouco mais elevado.

A banda gaúcha Cachorro Grande fez uma apresentação esperada pela maioria dos roqueiros e roqueiras indies que compôs a maioria do público da primeira noite das seletivas. Teve música cantada pelo público, groupies subindo no palco e briga para pegar a palheta do guitarrista, além de filas de meninas para visitar os artistas no camarim ao final do show. E também teve cover do The Who no Bis. Agora é esperar pela próxima noite no dia 17 e esperar que o nível continue subindo, como demonstrou o último show da primeira etapa.

Vinil Laranja apresentou performance competente

Nota do Editor: A Assessoria de Imprensa do Se Rasgum informou que apenas os artistas presentes souberam suas notas de jurados e a quantidade de votos que receberam do público. Mas estes dados, apesar de terem sido apurados pelo Pará Música, não serão revelados para que não prejudique nem influencie a continuidade das seletivas. Os jurados apresentados na primeira noite são o jornalista Ismael Machado, o publicitário Bina Jares e o músico Ronaldo Silva.

 

 

 

14 de setembro, 2011 - 12h05
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Comentários (9):

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Nicolau Amador

Aelson e Lorena, obrigado pelas opiniões de vocês. Aqui temos um ponto de vista, um olhar. Assim como todo mundo nós temos as nossas apostas. Proefx e Nanna Reis são profissionais ou estão no caminho da profissionalização são competentes e eu discordo da opinião de voces em parte. Nanna, or exemplo, tem um pai que tem um historia na música, assim como Lue Soares e Felipe Cordeiro, tiveram importantes preceptores na música. O talento nao basta, tem que estudar bastante e se pode contar com a sorte se for uma mulher bonita. Apenas citei a beleza dela porque isso certamente, e eu pude observar, chamou a atenação do público. Quando voce tá o palco, tudo conta, a música, a afinação, ao entrosamento e a performance, tenho certeza que os jurados, que também tem as apostas deles, levaram isso em consideração. Aelson, continue fazendo seu som, investimento, estudando e pondo ele aprova. A diferença e entre um genio musical de ouvido absoluto e o batalhador que treina muitas horas por dia é nenhuma quando estao em cima do palco, tocando a boa musica. Boa sorte e grande abraço.

Aelson Maximiana

O jornalista Nicolau deveria como tão crítico que é sobre música e sobre apoio a bandas novas que ao se chegar na seletiva do Se Rasgum havia um cartaz bem grande da VIVO com o Juca Culatra, que tava disputando seletiva. Sr. Nicolau não acha desproporcional a disputa com bandas não conhecidas que ainda querem espaço?

Allan Jorge Crisantempo

Fico feliz em saber que a nossa música sensibilizou e foi compreendida por cabeças tão inteligentes. Lorena e Brisa: a percepção de vocês é demais. Me agradou muito a recepção que tivemos naquela noite. Receber cumprimentos e parabenizações de pessoas que estavam escutando a banda pela primeira vez, foi uma sensação muito boa. Agradecemos inclusive ao se rasgum pela oportunidade. Esperamos participar das próximas edições. Foi uma noite especial. Uma apresentação curta, mas bem produtiva. Lorena, Brisa e demais ouvintes: Cantamos e tocamos para o público e não para a crítica.

Lorena

O público e a crítica de Belém são formados por maioria de empolgados e mercenários. Não reconheceriam Crisantempo como uma banda diferenciada pelo rockprog tão massacrado ao longo da história pelos 'conhecedores' de festivais de rock e nem Maquine pela excelente apresentação. Vão acabar na pobre animação pelas belas coxas da morena formosa e do eletrônico quase sem alma. Gosto é gosto.

Brisa

Competência? Eu chamaria de PREVISÍVEL.Festival do naipe do Serasgum não poderiam exitar na ousadia.


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