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Terruá Pará dá visibilidade nacional à Música Paraense

Dona Onete e Sebastião Tapajós entraram nos Trendig Topics Brasil

Por Fabio Gomes

Dona Onete em foto de Julia Chequer/R7

A primeira edição do Terruá Pará aconteceu em março de 2006 no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Foram três dias de shows, que repercutiram muito na imprensa nacional – o Jornal Hoje, da TV Globo, chegou a dizer que “vem do Pará a nova cena musical do Brasil. Depois do Manguebit, o Terruá Pará é a grande novidade sonora do país.” Os shows foram gravados, porém até hoje não foram lançados em CD ou DVD. A repercussão em tempo real na internet na ocasião era praticamente impossível - a principal rede social usada no Brasil era o Orkut (que permitia então que cada usuário postasse um máximo de 12 fotos, e nenhum vídeo); o YouTube era uma novidade: no ar havia poucos meses, ainda não se popularizara por aqui. O Twitter ainda nem existia. As apresentações só chegaram à internet em dezembro de 2009, quando seis vídeos foram publicados no blog Metanoia pelo idealizador do projeto, o jornalista Ney Messias Jr., atual Secretário de Comunicação do Estado do Pará. Em setembro de 2010, o blog MúsicaParaense.Org disponibilizou para download o áudio integral dos shows.

Lia Sophia em foto de Julia Chequer/R7

Já da segunda edição do evento, realizado nos dias 24 e 25 de junho de 2011, pode-se dizer que, na prática, ela aconteceu simultaneamente no Auditório Ibirapuera, na TV - as apresentações do segundo dia foram transmitidas pela TV Cultura (de Belém, para mais de 100 municípios do Pará) e da Record News (de São Paulo, em rede nacional aberta) – e na internet. O site oficial do evento  transmitiu os dois shows ao vivo, além de publicar rápidas resenhas ao final da participação de cada artista nos dois dias. O canal do Terruá Pará no YouTube disponibilizou ainda na noite do dia 24 o vídeo de Lia Sophia cantando “Amor de Promoção”, além de publicar trechos de ensaios e até de brincadeiras de bastidores. O perfil do evento no Twitter - informava, durante o show, quem estava se apresentando; posteriormente, passou a divulgar as atualizações do site oficial, com fotos e comentários. Já a conta do Terruá Pará no Flickr) reúne mais de 300 fotos de São Paulo, entre ensaios, shows e bastidores, afora outras 200 das etapas preparatórias em Belém.

Felipe e Manoel Cordeiro em foto de Julia Chequer/R7

Outras fotos e vídeos foram publicados pelo analista de sistemas Carlos Macapuna, que fotografa por hobby. Macapuna disponibilizou em sua conta no YouTube seis vídeos dos shows, que têm sido amplamente compartilhados no Facebook (em especial o “Guitarrada com Tecnobrega  - Felipe e Manoel Cordeiro & Dj Squash”. Já no seu Flickr, podem ser vistas 161 fotos do evento.  Carola Gonzalez publicou quatro vídeos em seu perfil no Vimeo.

As resenhas dos dias seguintes foram amplamente favoráveis ao Terruá Pará, a começar pelo texto “O tremor do jambu é gostoso demais”, publicada no dia 25 - Viemos de nossa terra fazer barulho em terra alheia”, terminou todo mundo junto, exalando profissão de fé que, tomara, se repita cada vez mais frequentemente daqui por diante”. O site R7 publicou uma galeria de fotos do primeiro dia, além de uma resenha de Paola Correa. O site Shhh.fm, junto ao texto de Jackson Araújo “A Saia Imaginária” (referência ao pedido de Gaby Amarantos aos espectadores, para “segurar na mão a saia imaginária e sair por aí dançando o carimbó”), colocou um player com a gravação de oito músicas do show. Outros textos foram publicados no Blog do Espaço Aberto e no blog de Paulo André Nassar (“Singular. Essa talvez seja uma das poucas palavras capazes de dar conta do que foi o Terruá Pará. Uma mistura firme de música popular com erudita, violão amazônico com carimbó, e brega com guitarrada.”); a postagem inclui um vídeo de “Igapó”, com Sebastião Tapajós e Orquestra Juvenil de Violoncelos da Amazônia. O texto “Égua, mano! Terruá Pará surpreende com sua diversidade e energia contagiante”, vem se mantendo como o mais lido do site Colherada Cultural, desde sua publicação no dia 27. Já o Diário do Pará do dia 28 trouxe a resenha de Timóteo Timpin Pinto, que destacou a perfomance de Dona Onete e também a da Gang do Eletro, à qual dedicou um texto à parte, ressaltando os elogios que o grupo recebeu do crítico e produtor Nelson Motta, que assistiu o show do dia 25.

No dia 27, Nelson Motta enviou um e-mail ao cantor Marco André dizendo ter adorado o Terruá, em especial as apresentações de Felipe Cordeiro, Gaby Amarantos e Lia Sophia. Marco em seguida encaminhou a mensagem a Ney Messias; ambos não tardaram a dividir a boa nova com seus seguidores no Twitter.

Gang do Eletro em foto de Taiana LaiunO Twitter talvez tenha sido a ferramenta mais usada por organizadores, artistas e demais interessados no evento. Principalmente na hora dos shows, que podiam ser acompanhados quase em tempo real através da hashtag #TerruaPara – o show era contado e comentado minuto a minuto por espectadores presentes no Auditório do Ibirapuera (alguns já aproveitaram para publicar fotos) e por telespectadores paraenses da TV Cultura. Durante o show do dia 25, isso fez com que os nomes de Dona Onete e Sebastião Tapajós entrassem nos Trending Topics Brasil (os assuntos mais comentados do país no Twitter num determinado momento). Internautas também aproveitaram a hashtag para formular perguntas, algumas prontamente respondidas pelos organizadores; foi assim que se anunciou outra edição do Terruá em Belém, a ser realizada no dia 27 de julho, o lançamento do DVD dos shows no segundo semestre, bem como uma turnê do projeto em 2012 por cinco cidades.

Foi este canal também o escolhido para veicular as raras críticas localizáveis na internet à iniciativa. Alguns internautas, como Diógenes Brandão, criticaram o valor investido pelo governo estadual no evento (estimado em R$ 3 milhões), principalmente após o veto do governador Simão Jatene ao projeto de lei que tornaria o tecnobrega patrimônio cultural paraense. O jornalista e advogado Marcos Urupa criticou a escolha de São Paulo para a realização do show, em vez de uma cidade do Pará. Ronald Carrera, tributarista paraense radicado em São Paulo, opinou que o acesso aos shows deveria ser gratuito, já que “o objetivo é divulgar a cultura paraense”. Outros internautas apenas expressaram insatisfação com a ausência de seus artistas preferidos na caravana paraense que foi a São Paulo.

01 de julho, 2011 - 05h33
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