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Mestre Bento precisa de ajuda

Líder da campanha para reconhecer o carimbó como patrimônio brasileiro está no hospital

Por Fabio Gomes
Mestre bento

Mestre Bento de Marapanim, um dos líderes da campanha que pede o reconhecimento do carimbó como patrimônio imaterial brasileiro, encontra-se internado há mais de uma semana num hospital em Castanhal. Aos 84 anos, Bento Pereira Alves enfrenta problemas pulmonares, e sua aposentadoria como trabalhador rural é insuficiente para cobrir os custos do tratamento. A internação motivou a suspensão de um evento cultural programado para o último dia 4 pelo Ponto de Cultura Memória Marapaniense visando arrecadar fundos para auxiliar a família do mestre.

O coordenador da Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, Isaac Loureiro, informa que contribuições podem ser depositadas em nome de Zuleide Pereira Alves, filha do mestre, no Banco do Brasil, Conta Poupança nº 11321-2, Agência 2272-1. Quem puder ajudar de alguma outra forma, pode entrar em contato pelos números (91) 9918-9368 (com Zuleide Alves) ou (91) 8263-9738 (com Isaac Loureiro). 

 

Fundador do Grupo Raízes da Terra em 1993, Mestre Bento já atuou também como amo de boi-bumbá e organizador de cordão de pássaro, além de ser reconhecido como líder comunitário e memória viva da cultura marapaniense. Em 2008 e 2009, recebeu o Prêmio Culturas Populares da Secretaria da Identidade e da Diversidade do Ministério da Cultura; em 2008 foi agraciado também com o Prêmio Maestro Adelermo Matos de Cultura Popular, promovido pela Secretaria da Cultura do Pará (Secult).

 

Registro – Em 2008, foi de Mestre Bento uma das primeiras assinaturas no pedido de registro do carimbó como patrimônio imaterial junto ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A partir da concessão do registro, o governo brasileiro terá obrigação de garantir a difusão e a manutenção do carimbó, o que já ocorre com outras manifestações culturais já registradas, como samba de roda do Recôncavo baiano, o samba carioca, o tambor de crioula do Maranhão e o jongo.

O primeiro passo da campanha foi a criação do Festival de Carimbó de Santarém Novo, em 2002. “A idéia era agregar os grupos de carimbó, que tradicionalmente se mantinham dispersos”, relata Isaac Loureiro. Em 2005, incluiu-se na programação do festival um seminário reunindo os grupos com representantes do governo do Estado, de prefeituras da região nordeste do Pará e do IPHAN para apresentar a campanha.

No seminário do ano seguinte, lançou-se o Manifesto dos Mestres, apoiando o pedido de registro, cujo processo foi protocolado no IPHAN em 2008. No ano seguinte, a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (FIDESA) venceu a licitação para realizar o inventário do carimbó junto a 67 municípios do nordeste paraense, mais a ilha do Marajó. A previsão é que a concessão do registro ocorra em 2013, conforme a coordenadora do processo de inventário junto ao IPHAN, Júlia Melo, e o coordenador da equipe de pesquisa da FIDESA, Edgar Chagas, anunciaram no Encontro da Campanha “Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro”, realizado no sábado, 10 de setembro, durante o 1º Encontro das Águas - Festival de Carimbó de Santa Bárbara do Pará.

14 de setembro, 2011 - 05h08
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Comentários (1):

Isaac Loureiro

Agradecemos ao Fábio e toda a equipe do site pela solidariedade com Mestre Bento e nossa causa do reconhecimento do carimbó como patrimônio cultural brasileiro.

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