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Álibi de Orfeu homenageia o rock brasileiro

Tributo a Secos e Molhados e Mutantes marcou a estreia oficial da vocalista Gabriella Florenzano

Por Fabio Gomes

Com nova formação, o Álibi mandou ver no tributo. Fotos: Ana Flor

          No começo de 2011, o Álibi de Orfeu passou pela sua maior mudança desde a entrada, em 2003, da vocalista Gláfira Lobo, do guitarrista Sérgio Barbosa e do baixista Sidney KC (foram eles que, ao lado do baterista Rui Paiva, único integrante da formação original, gravaram o CD Só Veneno, lançado em 2010). Primeiramente, o grupo teve o ingresso de dois guitarristas, Rafael Mergulhão (solo) e Elaine Valente (base), passando a ser um quinteto.

       Em abril, foi a vez de Gláfira retomar a carreira solo, sendo substituída por Gabriella Florenzano. Para marcar a nova fase, a banda realizou uma maratona de shows, quatro em nove dias – um pocket show na Saraiva MegaStore em 27 de maio, o Ensaio Aberto Ná Figueredo em 28 de maio, o Tributo ao Rock Brasileiro no Teatro Gasômetro em 3 de junho, e o começo da temporada aos sábados no Ensaio na Estação das Docas em 4 de junho. De todos estes compromissos, sem dúvida o mais importante foi o Tributo, no qual a banda homenageou duas de suas principais referências: Secos & Molhados e Mutantes.

            Predominaram no Tributo músicas dos Secos & Molhados (sete, das quais pelo menos três foram especialmente marcantes no show: “Sangue Latino”, “Fala” e “O Vira”). O set de Mutantes, embora menor (quatro músicas), não ficou atrás em qualidade, estando aí canções que levantaram o público que lotava o Gasômetro (como “Top Top”) e um dos momentos mais belos do espetáculo – a hora em que, sentada no lado direito do palco, com as pernas estendidas para a esquerda, Gabriella cantou “Balada do Louco”. Em nenhum momento as releituras soaram como “covers”: a banda imprimiu às músicas de Mutantes e Secos & Molhados a energia e a pegada do Álibi 2011. Ao final, o quinteto aproveitou o bis para apresentar três canções autorais, "Só Veneno", "Agora Não" e "Confissões".                         

Gabriela Florenzano, a nova vocalista é um show a parte.                         O fato do show ter sido feito em teatro possibilitou uma produção com requintes raros na cena roqueira belenense. No telão ao fundo do palco projetaram-se imagens das bandas homenageadas e do próprio Álibi, sempre interagindo com a música tocada no momento. Logo no começo os cinco músicos entraram no palco usando máscaras, numa alusão aos rostos pintados dos Secos & Molhados. Na terceira música, “Ando Meio Desligado”, Gabriella usou um chapéu de bruxa, como outrora Rita Lee num festival da canção da década de 1960. O próprio figurino usado por Gabriella (minissaia de tule, meia arrastão e cinta-liga), assinado por Graziela Ribeiro, remetia de algum modo à liberdade criativa e psicodelia dos anos 60 e 70, e foi uma atração à parte.

             Uma circunstância histórica aumenta a importância do Tributo: foi a primeira vez, desde o final do Rock 24 Horas, em 1993, que um espaço cultural pertencente ao Estado do Pará abriu suas portas para o rock’n’roll.

13 de junho, 2011 - 09h50
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