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Escola promove mostra com diversidade de estilos musicais

Mostra semestral da Escola G2 Muhsica terá professores, alunos e convidados tocando músicas autorais e clássicos do rock e da música popular regional

Por Redação Foto: Divulgação G9
 
Caraveo é o coordenador da G2 Muhsica e abre espaço para a criatividade

O guitarrista Max David, 24 anos, começou a tocar sozinho com amigos, vizinhos e músicos da noite. Desenvolveu intuitivamente a sua prática cantando e tocando como agregado da Orion, uma das bandas de rock independente que surgiram em Belém no início dos anos 2000. Mas foi trabalhando e estudando na Escola G2 Muhsica que ele desenvolveu sua técnica e teoria, ampliando na prática seus horizontes musicais.

Morador do Barreiro, na periferia de Belém, Max, que tem vocação para o rock mas hoje toca de tudo, decidiu fazer uma guitarrada para homenagear sua comunidade. A composição foi aprimorada graças à abertura dada aos estilos dentro da escola onde ele estuda. Saulo Caraveo, professor e diretor proprietário da G2, também pesquisa e desenvolve composições com estilos regionais brasileiros. E incentiva seus alunos. Trata-se de um trabalho inovador que dá sua contribuição para cada vez mais tirar do gueto dos movimentos artísticos de vanguarda locais um gênero já tão cultuado entre os jovens, e popular entre as gerações mais antigas.

Graças a essa influência surgiu no repertório da G2 a “Lambada do Barreiro”, de autoria de Max David, e “Guitarrada de Belém”,  de Lucas Gabriel, de 15 anos, também aluno de Saulo Caraveo. Max começou como funcionário administrativo e, fora do expediente, continua tendo aulas com o mestre. Evoluiu bastante e se tornou professor na instituição, iniciando com as turmas mais básicas. “Eu tenho essa influência rock and roll, mas decidi fazer uma guitarrada para homenagear o meu bairro e mostrar que aqui também tem gente com cultura musical. É claro que a música tem a minha pegada”, explica Max David.

Essas duas composições são apenas algumas dentro do repertório de 30 canções, autorais e cover, que os alunos e professores da G2 Muhsica apresentam no dia 5 de janeiro no Teatro Margarida Schivasappa do Centur. Comemorando 10 anos de funcionamento, a vigésima mostra de semestre da escola tem sabor especial, condensando toda a proposta educacional e musical empreendida por Saulo quando retornou de São Paulo, onde se graduou pelo Instituto Guitarra e Tecnologia (IG&T) estudando o incrível Mozart Mello.

Influenciado pelo ambiente de liberdade criativa que vigora na G2, Lucas Gabriel quis compor também utilizando o gênero tradicional. Para ele, a oportunidade de dar vazão a essa veia criativa e poder exercitar essa criatividade em cima do palco é um dos grandes diferenciais da escola. “Eu já ouvia guitarrada porque é um estilo que a minha mãe gosta, mas lá eu aprendi a estrutura harmônica, a melhor batida etc.”, conta o jovem aluno.

Caraveo, que também é licenciado em Música pela Universidade do Estado do Pará (Uepa), diz que criou uma escola para dar as oportunidades que não teve quando iniciou seus estudos. “O programa da escola tenta abarcar essa dimensão ampliada da música como projeto profissional e educacional, entendendo a realidade local e o mercado. Por isso, a mostra de final de semestre é um espetáculo no teatro, com toda a produção digna de um show de verdade, com luz, som de qualidade etc.”, explica.

Max David é o "guitarreiro do Barreiro"

O estudo e a prática da guitarrada é somente um exemplo. Os alunos exercitam seus talentos nos mais diversificados estilos e instrumentos. É claro que o rock também tem espaço privilegiado na programação, afinal Saulo é guitarrista de uma das bandas de hard rock mais tradicionais de Belém, a Soledad, que iniciou suas atividades em meados dos anos 1990. Nesse gênero, ele também costuma dar oportunidades a alunos que demonstram talento e capacidade de evoluir.

Foi assim com a jovem Yasmin Qüilice, de 19 anos, cantora da banda Black Ladies.  Ela cantava com seu grupo de meninas em um mesmo evento que Saulo e alguns professores. “Ele viu a banda, gostou e nos ofereceu bolsas de estudo. E, então, comecei a estudar aqui. Está sendo maravilhoso porque eu pude desenvolver a minha técnica. Estou aproveitando todas as potencialidades dessa oportunidade”, conta ela, que vai cantar alguns clássicos do rock com seus colegas.

Na G2 os alunos trabalham músicas clássicas para aprender e aprimorar as técnicas. Mas também são estimulados a desenvolver suas próprias composições, como forma de aprendizado. Durante todo o semestre eles trabalham em músicas que desenvolvem com ajuda dos professores, e o resultado disso é apresentado na mostra de final de semestre que Caraveo produz religiosamente há dez anos. “Como eu disse, eu tento dar a eles o que não tive. Nem para mim eu tenho esse empenho de produzir um show dessas dimensões”, conta ele, que, ao menos dessa vez, vai dar uma canja na abertura do espetáculo no dia 5.

Além de professores e alunos, a XX Mostra da G2 Muhsica terá músicos convidados, tocando canções populares da música paraense, como “Agora eu não sei, não”, de Alberto Moreno, e clássicos do rock como “Bohemian Rhapsody”, do Queen, e a “Hard Days Night”, dos Beatles. Tudo temperado com as faixas autorais dos alunos e professores. O espetáculo tem apoio e patrocínio de guitarras Hurricane e violões Morris, da loja ProMusic, G9 Fotografia, Studio Pub, Taurus Guitar Bass, Cairu, Vilhena Reabilitação Oral, Fasc Segurança do Trabalho e Ukauka Comunicação Criativa.  

SERVIÇO:

XX Mostra da G2 Muhsica – Vários Artistas

Dia 5 de Janeiro de 2017 – A Partir das 19h

Teatro Margarida Schivasappa – Centur

Av. Gentil Bitencourt, 650

Ingressos: R$ 10 (meia-entrada)

Informações: (91) 3351 3352 / 99122 0097

30 de dezembro, 2016 - 10h45
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