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Joelma Klaudia lança doc sobre indígenas

Patrocinado pela Lei Semear, documentário pretende mostrar as diferentes etnias que habitam as margens do Rio Xingú em Altamira

Por Edir Gaya Fotos: Divulgação
 
Joelma em companhia de membros da tribo Arawete
 

A cantora Joelma Klaudia lança hoje  em Altamira o video Doc Xingu – Etnias Indígenas.  São cinco curtas em forma de documentário com linguagem pedagógica para exibição em escolas. Os filmes retratam o cotidiano de cinco aldeias localizadas às proximidades do rio Xingu das seguintes etnias: Araweté, Parakanã, Juruna, Assurini e Arara.

De acordo com a cantora, o objetivo é auxiliar na introdução do estudo das culturas indígenas da região para os estudantes. Os videos mostram seus modos de viver, seus conhecimentos, a agricultura, a caça e a pesca, suas divindades, rituais, sua relação com a natureza e o respeito à floresta, sobretudo, sua arte e suas formas de expressão.

“Doc Xingu é uma iniciativa para aproximar os conhecimentos centenários dos índios à pedagogia tipicamente europeia do ensino tradicional. É estritamente uma ferramenta pedagógica que propõe um enriquecimento na forma de visualizar, identificar e conhecer a cultura indígena do Xingu”, conta a cantora/produtora.

O lançamento acontecerá no Cinema Lúcio Mauro (Altamira-PA) às 20h, onde o DVD estará a venda por R$ 25. Os ingressos para o filme custarão R$ 14 e R$ 7. Confira abaixo entrevista concedida pela cantora ao jornalista Edir Gaya, de O Liberal.

Como surgiu a ideia de produzir um vídeo pedagógico sobre a vida dos povos indígenas do Xingu, para ensinar a cultura indígena nas escolas?

Ainda hoje o dia do índio é comemorado com ilustrações de índio americano e desde a época em que eu estudava nunca me falaram na Escola sobre as etnias locais e visíveis no cotidiano em Altamira. Fiz uma pesquisa e descobri que ainda hoje os alunos de Altamira não sabem distinguir uma etnia da outra e absorvemos pré-conceitos que denigrem a imagem e a importância dos indígenas, entre eles o fato de que índio é tudo igual. Coisas que partem do inconsciente coletivo. Daí escrevi um projeto que a Lei Semear aprovou, a Avenida Home Center (Altamira) patrocinou e iniciamos nossa viagem emocionante rumo ao Doc XINGU (Etnias Indígenas) que vamos doar para as Escolas Públicas e Escolas Indígenas.

Qual critério você utilizou para escolher os povos indígenas que estão incluídos no DVD?

Foi difícil escolher para qual lado desceríamos o rio, mas seguimos as orientações do piloto de voadeira e do produtor geral, Darwich e Silvio Pires, respectivamente, que também fizeram parte da nossa equipe de campo.

Qual foi o grau de participação dos próprios índios na definição do roteiro desse trabalho e em que bases se estabeleceu o diálogo com eles?

Os índios definiram quase 100% desse trabalho já que o maior objeto de estudo é o cotidiano, diferenças e semelhanças de cada aldeia visitada. Tudo foi muito natural. Todas as etnias falam no mínimo três línguas: a própria, a da aldeia vizinha e o português; Entretanto, no intuito de não perder suas raízes, etnias como Parakanã não conversam em português com os visitantes e para isso o guia e tradutor da FUNAI nos possibilitou o diálogo.

Quais foram as principais dificuldades para viabilizar o projeto?

O patrocínio que demorou bastante para começarmos a realizar este sonho, a entrada nas aldeias que é muito burocrática e passa por Brasília-DF e Altamira-PA e a montagem das imagens até a master que demorou além do esperado, de forma que todo o processo durou dois anos.

O material foi produzido em meio às polêmicas que cercam a construção da usina de Belo Monte. De que forma, isso repercute no material produzido?

Os índios são as polêmicas maiores da Belo Monte. O Tatuaví, cacique do povo Araweté, por exemplo, disse que não aceita e não vai pra Altamira conversar com o líder da Belo Monte porque é o líder de Belo Monte que tem que ir lá na aldeia dele para que haja conversa. Outros já entraram em acordos que de vez em quando se rompem. Nós temos a promessa de que nenhuma etnia será prejudicada e este documentário registra a estética de todas as aldeias antes de Belo Monte, se modificar, se atingir nós temos como comprovar o antes.

Na aldeia, em companhia dos curumins assurinis

Você pretende dar seguimento a essas iniciativas, quando o material será exibido nas tribos que participaram do projeto?

Por enquanto, vamos doar o bem cultural para Escolas Indígenas e fazer o lançamento em Altamira. Cada etnia, assim como cada Escola Pública de Altamira receberá 10 cópias, mas pretendemos entrar nas aldeias contempladas pelo Doc. Xingu e rodar o filme junto com eles. Esse é o passo seguinte. Já estamos escrevendo o Doc. Xingu 2 onde escolheremos outras cinco  e o projeto vai até concluir todas as etnias do Xingu.

Como será a exibição na próxima sexta-feira? Há alguma programação musical prevista?

Haverá um coquetel de lançamento na quinta dia, 22, na Casa da Cultura com os representantes escolares e lideranças indígenas para entrega do bem cultural, mas o filme será rodado no Cinema Lúcio Mauro (Altamira-PA) às 20h onde estaremos vendendo o DVD a R$ 25. Os ingressos para o filme custarão R$ 14 e R$ 7.

23 de maio, 2014 - 12h18
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Comentários (5):

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