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Aíla celebra um ano de Trelelê

Além de sucessos do álbum de estreia, cantora apresenta canções inéditas e versões de seus ídolos

Por Gil Sóter Foto: Divulgação
Aíla fará show no Teatro Waldemar Henrique para celebrar disco de estreia

Muitos tons compõem a atmosfera da cantora Aíla. Em múltiplos acordes, o repertório da jovem artista mistura carimbó e rock, mestres e modernos. A sonoridade miscigenada de “Trelelê”, o elogiado disco de estreia, há um ano conquista terrenos para além de sua cidade natal, e agora aporta novamente onde tudo começou. A artista sobe aos palcos do Waldemar Henrique, nesta quarta-feira (22), para celebrar um ano de lançamento do álbum. “Foi um ano incrível. Os caminhos estão abertos e as pessoas cada vez mais atentas ao que fazemos aqui no Norte”, comemora Aíla.

Com direção musical de Felipe Cordeiro, o disco alia às sonoridades amazônicas boas doses de música pop. As 11 faixas do álbum revelam o flerte com a lambada, o brega, a guitarrada paraense e o carimbó – pegada que dá o tom suingado ao projeto, que se mostra desprendido de convenções, mesclando aos ritmos tradicionais, efeitos modernos e riffs marcantes. Nessa cena que fervilha sob o sol do Equador, Aíla demarca seu espaço. Partindo do regional, “Trelelê” ganha o mundo. “Tocamos por cidades como Macapá, Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro, dentre tantas outras. O momento é de festa!”, afirma.

Em canções como “Preciso ouvir música sem você”, de Felipe Cordeiro, a salsa se mistura à inconfundível guitarrada paraense. A interpretação da música “Dona Maria”, do “rei do carimbó” Pinduca, é uma grande surpresa do disco, pela delicadeza e desdobramento poética da versão tradicional. Os mestres recebem nova reverência com “Proposta Indecente”, composição com Aíla recebeu de presente de Dona Onete, a dama do carimbó chamegado.

O encontro de duas gerações ganhou a telinha e virou vídeo-clipe, o primeiro da carreira de Aíla. Lançado no último mês de março, o clipe foi dirigido por Carol Matos e Brunno Regis. Em meio a um baile da saudade e passos de bolero, um romance inusitado entre uma dançarina, paga para entreter os solitários, e um de seus clientes. “Esta música é um amuleto para mim, é um presente que Dona Onete me deu. E gravar o clipe da música com a participação dela foi maravilhoso”, declara a artista,

E como não faltam motivos para celebrar, o show desta quarta, com a direção musical de Davi Amorim, reúne Rafael Azevedo (contra-baixo e programações), Bruno Habib (teclado e synths), Adriano Sousa (bateria) e João Paulo Pires (percussão). No repertório, além dos sucessos de “Trelelê”, a inédita "Sabor de Sedução", de Dona Onete, composta especialmente para Aíla; "Quero você", clássica versão de Carlos Santos; e uma versão de lundú-rock'n'roll de Rita Lee, feita especificamente para o show, que traz ainda novas experimentações entre música e imagem, com video-mapping da artista visual Roberta Carvalho.

Mas as surpresas não param por ai. Engrossando o coro nacional contra a homofobia e racismo, Aíla fará do show uma oportunidade para levantar a bandeira da tolerância. “No cartaz do show, usamos a hashtag #oAMORmeREPRESENTA com o intuito de escancarar minhas ideias e posições políticas acerca do que vivemos hoje no Brasil. Nesse show, quero exaltar o amor, e repudiar qualquer ação preconceituosa, homofóbica e racista. E terão algumas boas surpresas nesse sentido”, promete.

 

SERVIÇO:

Show de um ano do disco "Trelelê"

Quarta-feira, 24 de abril, às 20h

Teatro Waldemar Henrique (Av. Pres. Vargas, 645 - Campina).

Ingressos: R$ 10.

À venda nas lojas Ná Figueredo.

23 de abril, 2013 - 07h10
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