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Música indígena traduzida em acordes eruditos

De agosto a dezembro de 2009, o violonista paraense Salomão Habib participou de uma das maiores turnês já realizadas no Brasil

Por Fabio Gomes

Salomão Habib em foto de divulgação

De agosto a dezembro de 2009, o violonista paraense Salomão Habib participou de uma das maiores turnês já realizadas no Brasil, ao lado do também violonista Fabrício Mattos, do Paraná. A convite do SESC Nacional, ambos fizeram 80 concertos em cidades de 19 estados de todas as regiões do país, em 102 dias. O próprio Habib considera esta turnê um divisor de águas na sua carreira, que iniciou de forma autodidata em 1986, em Belém, onde nasceu. Posteriormente, estudou com Léo Soares no Rio de Janeiro e aperfeiçoou-se com Henrique Pinto, em São Paulo.

Seu primeiro disco foi um LP, Carta do tempo, em que tocava violão e cantava, lançado pelo selo Clima em 1991, como resultado do prêmio de Melhor Projeto de Disco no Concurso de Composições da Associação de Compositores, Letristas, Intérpretes e Músicos do Pará. No ano seguinte, saiu seu primeiro trabalho instrumental, Tó Teixeira, também em LP.

É o criador do selo Violões da Amazônia, pelo qual lançou seis CDs, sendo o mais recente Santa Maria, de 2009, e dois livros-CD: Belém - O Azul e o Raro (1998) e Pássaro da Terra (1999). Participou ainda de outros quatro CDs no Brasil. Tem dois discos lançados no exterior: Crossover Classic, na Alemanha, e Masterpieces, na Itália, este de 2010. Realizou concertos na Venezuela, Cuba, Alemanha, Portugal, Suíça e Líbano.

A partir de 1989, desenvolve trabalho de pesquisa sobre música indígena, participando como pesquisador do Projeto Renas do Museu Emílio Goeldi e visitando aldeias Tembém na região do Alto Gurupi.

Em 1995, teve premiada em festival uma de suas primeiras músicas utilizando o tronco lingüístico Tupi-Guarani, “Guatá N’dé N’goty Xê Taba Pupé Ndaá Soô Ruã Ixé (Um dia vais passear comigo em minha aldeia; eu não sou bicho!)”. Em 2002, elaborou a teseO Som Indígena e o Oriente - A Música Guardada, em que analisa como a organização tribal dos índios brasileiros favorece a conservação de aspectos das primeiras manifestações musicais do ser humano, ocorridas no continente americano há dezenas de milhares de anos.

Recebeu em 2008 uma bolsa do Instituto de Artes do Pará para compor músicas utilizando elementos musicais indígenas – algumas foram apresentadas em 2009 na publicação do trabalho Auiaramanhe (“Para sempre”). Em 2009, teve concedida pela Funarte outra bolsa, para a composição de 12 rituais sinfônicos para orquestra de violões.

20 de junho, 2011 - 09h29
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Comentários (1):

mizrulaS2Njh

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