Pará Musical
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O pop leve e gostoso de Aíla

Disco eleva os gêneros populares paraenses como lambada, brega e carimbo à condição de pop comercial contemporâneo

Por Por Elielton Amador

“Trelêlê” é mais uma pérola paraense. Um dos mais bem finalizados discos da recente produção pop do Pará. Mixagem, arranjos, instrumentação e posicionamento de voz denotam um produto comercial muito bem acabado em que as influências do cancioneiro moderno popular da lambada, do brega e do carimbó eletrificado se juntam de maneira muito leve para compor um quadro mais do que agradável e acessível ao grande público – um pop contemporâneo.

Além da produção caprichada de Felipe Cordeiro e Aíla, todo o disco transpira um hedonismo quase adolescente, que tem como lema a música como objeto de prazer, um meio de unir as pessoas através do amor, do sexo, da amizade ou da simples vontade de escutar música. É assim desde o começo, em ritmo latino, com a faixa “Preciso ouvir música sem você”, que afirma pela negação a vontade de compartilhar com quem sabe compartilhar. É, na verdade, um convite.

O brega canção “Trelêlê”, hit de Cordeiro e Iva Rothe; o bolero provocativo “Proposta Indecente”, com participação da autora Dona Onete; o hit dos anos oitenta “Garota”, de Alípio Martins, com participação de Gaby Amarantos; a premiada “Vamos”, de Felipe Cordeiro e Jorge Andrade;  e a ingênua “Todo mundo nasce artista”, de Eliakin Rufino, seguem sempre misturando o conceito hedonista e o ritmo meio caribenho, meio merengado, de suingue paraense. Uma doçura pop, charmosa e levemente sensual.

“Brechot do Brega”, segunda faixa do disco, sem perder o suingue, revisita a psicodélica produção da falecida banda A Euterpia, que compôs a cena do rock autoral paraense entre meados dos anos 1990 e 2000 –  e que pode, hoje, ser considerada uma das pioneiras da mistura pop, kitsh e cult que faz a recente fama de Felipe Cordeiro. Uma versão mais “quebrada” dessa canção, que é de autoria do compositor Antonio Novaes, traz no contrabaixo Camila Barbalho, que faz parte de um dos trunfos do disco, a banda formada por Felipe (guitarras), Arthur Kunz (bateria), Du Moreira (também no contrabaixo) e Otto Ramos (teclados e sintetizadores).

“Caminho” e “Qualquer Esperança”, ambas da dupla Renato Torres e Ana Flor, tematizam os encontros e desencontros de um relacionamento com uma roupagem menos próxima do carimbó eletrificado e do brega revisitado e mais ao sabor da nova MPB, com as influencias trip hop, dub e  afrodinâmicas de Céu e Vanessa da Matta.  “Pelo retrovisor”, de Paulo Moura e Jorge Andrade, segue ainda mais nessa linha.

“Dona Maria”, de Pinduca, até começa com o compasso binário nas batidas do curimbó e do banjo, mas em andamento muito lento. Logo toma conta uma cantiga de ninar, com violão de brilhante dedilhado na frente de todo instrumental. De lambuja levamos ainda “À sua maneira”, um sambão de Cordeiro, com que Aíla ganhou o prêmio de melhor intérprete e segundo lugar geral no Festival RBA de Música em 2009. Terminou. Pode colocar no repeat, apreciando o saboroso projeto gráfico de Roberta Carvalho, que inclui um mini pôster envolvendo o disco. Maneiríssimo. Cecília, minha filha adora escutar sempre que saímos no carro.

Ah, ia esquecendo dos créditos mais que importantes. O disco tem o selo de qualidade da gravadora Na Music e do projeto Conexão Vivo, com patrocínio através da Lei Semear, do Governo do Pará e Fundação Cultural Tancredo Neves. Co-patrocínio de Y. Yamada (Lei Semear) e Universidade da Amazônia (Lei Municipal To Texeira e Guilherme Paraense). A Leal Moreira também investiu nesse empreendimento, que foi gravado por Ulysses Moreira e Assis Figueiredo no APCE Music (em Belém); mixado por Tomás Magno no Estúdio Praia Bonita (SP) e masterizado pelo mago Ricardo Garcia no Magic Master (RJ).

 

NA REDE:

http://www.facebook.com/ailamusic

12 de abril, 2012 - 17h00
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Comentários (11):

Catarina Barbosa

Que linda voz. Eu já tinha ouvido falar dela, mas ainda não conhecia o trabalho. Amei "trelele". Quero concorrer ao CD. :)

Elaine da Mata

Adorei ! quero ganhar o cd.

Ednaldo Rodrigues

Tive oportunidade de ouvir as músicas de Aíla que me foram mostradas pelo amigo Nicolau Amador. Achei sensacional e acredito que se trata de mais um dos grandes talentos da música paraense. Parabéns a Aíla e todos que paerticipam desse magnifico projeto.

Miti Pinheiro

Essa menina tem muito energia e voz entao, linda. Gostaria de ganhar a promoção *-*

Priscilla Paes

Nossa conheci o seu trabalho através de um show que estavas fazendo na unama... Logo me encantei pela musicalidade, ritmo, timbre, sua voz e sua presença de palco me hipnotizaram, meus olhos e ouvidos ficaram voltados para o palco que ate esqueci oque tinha pre fazer ali naquele dia. Desejo a vc e sua banda todo sucesso que já se faz merecedor do seu trabalho. Sua fã.

Jéssica Pena

Que todo mundo nasci artista ela ja tinha dito, mas, que bom, que, mesmo a mãe dela dizendo "não", ela não foi castrada! "Todo mundo nasci artista" hahahaha. Vida longa a Aíla.

Thiago Mayeron R. Ferreira

Com certeza estarei no show

Thiago Farreira

Estarei no show com certeza

Lucas Monteiro

Excelente disco!!

Ednara Amaral

Eu amo a Aila! ela tem astrau muito bom. Gosto do som e do jeitinho dela de menina. Eu também quero participar dessa promoção!!!!

Paulo Tavares

O CD dá muito bonito e curti a música. Já quero concorrer a esse combo (disco+ingresso). Valeu, galera! Longa avisa ao Pará Música.


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