Pará Musical
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Bafafá  

Do reggae para a política

Cantor Juca Culatra ganha projeção na carreira e pensa em entrar para a vida pública como vereador

Por Nicolau Amador e Vivian Carvalho Fotos: Nayane Muniz
Juca Culatra tem apenas três anos de carreia como cantor e já quer estrear na política
 
 
          Gustavo Sabóia de Oliveira, 32 anos, começou na vida cultural como produtor. Depois de se formar em Produção e Gestão de Eventos Culturais pela Universidade da Amazônia foi produtor da banda Sevilha, uma das mais importantes da cena reggae local.Ao levar um cano do cantor do Sevilha, que preferiu parar sua carreira por motivos religiosos, Gustavo virou Juca Culatra e, em pouco mais de três anos, se tornou uma das expressões mais marcantes da nova música pop do Pará.
       Este ano, Juca lançou seu primeiro CD “Juca Culatra e os Piranhas Pretas”, pelo selo Na Music e com o patrocínio da Lei Semear, através do programa Conexão Vivo. Os Piranhas Pretas já pegaram um bonde para o Sul Maravilha, mas Juca preferiu ficar e se juntou com a banda Cristal Reggae. O grupo tem viajado por todo o Norte, quase sempre com apoio do  Circuito Fora do Eixo, movimento que ele integra e não deixa de criticar quando necessário. No momento, Juca nos concede uma entrevista em uma das salas do Casarão Floresta Sonora - coletivo que junta músicos e produtores de vários segmentos.
       Com direito à platéia, durante a entrevista, o cantor se comporta como um verdadeiro político. Um político que tudo indica que poderá vir a ser. Duvida? Então confere a entrevista exclusiva que ele concedeu ao Pará Música no último dia 24 de outubro.
 
Nicolau Amador: Tu começaste a tua carreira como produtor. Depois passaste a cantar e ter banda. Por que essa mudança? Como aconteceu essa história?
 
Juca Culatra- Eu sempre cantei no banheiro, tomando banho, e arrebentava (risos). Então, eu sempre tive aquela vontade de cantar, mas ficava com vergonha. Acho que para o cara começar a cantar ele precisa acreditar que sabe cantar.  A questão não é nem as pessoas falarem “ah tu tens uma voz bacana, afinada”, se o cara não acreditar que ele é cantor, isso não adianta nada. Tem muita gente por aí que não sabe cantar e canta, então é uma prova que basta a pessoa acreditar que sabe cantar.
 
Mas, o meu start foi quando eu tava fazendo a produção da banda Sevilha e fechei uns shows para eles. Ai, fui falar com o Bruno Araújo, cantor do Sevilha, para avisá-lo que tinha fechado vários shows, só que ele, por uma opção religiosa, não quis mais cantar. Esse fato me deixou frustrado como produtor, por que eu tinha arrumado vários shows e não tinha vocalista para cantar.  Aí pensei: “será que eu vou ter mais trabalho, além de ser produtor vou ter que cantar?” E comecei a pensar nisso, mas até tomar essa decisão de cantar demorou mais de um ano, que foi quando encontrei as pessoas certas.
 
Nicolau: E os shows que estavam marcados do Sevilha, cancelaram?
 
Juca - Os shows do Sevilha não rolaram mesmo. E depois de um ano eu consegui montar minha banda para começar a cantar.
 
Nicolau: E tu trouxeste essa experiência de produtor para o teu trabalho como cantor?
 
Juca - Com certeza. Eu sou um cantor, tenho feeling, sou intuitivo na música, mas não tenho a base da harmonia, preciso estudar isso. Mas, por outro lado, eu tenho a base da produção, sei produzir um projeto. Na época em que eu era produtor me formei em um curso de Produção Cultural de Eventos, na Universidade da Amazônia. Eu sempre busquei me aperfeiçoar na área, e isso me deu uma base muito boa. Muito das coisas que faço, que eu acredito na música, se não fosse a produção não estaria rolando nada.
 

Pronto para encarar as câmeras do horário eleitoral

Nicolau: Esse momento da música paraense, que é um momento em que todo mundo concorda que a musica está tendo um destaque maior. Tem aquela história de que Belém pode ser a bola da vez, tu sentes isso também? Como tu pensas esse momento em relação à produção musical paraense?
 
Juca- Eu sinto que tudo isso é verdade, mas eu acredito que esse é só o começo.  A música do Pará só está começando a sair para o Brasil, essa é só a ponta do iceberg.  Tem muita gente que ainda não apareceu, que ainda está escondida. Tem vários músicos com talento aqui em Belém. Nós temos muitas cenas, tem a cena do rock, do carimbó, do reggae, e agora que isso está começando a aparecer para o Brasil.
 
Tem muito artista ai, o estado do Pará é rico, a Amazônia como um todo é rica. Eu já fiz vários shows pelo Norte e vi uma cena muito fértil. No Acre, por exemplo, tem muitas bandas de qualidade. Bandas de rock ’n’ roll e de música regional que são muito bacanas. E aqui em Belém tem muita coisa boa.
 
Vívian Carvalho: E por que tu achas que agora que o Brasil está voltado para a música paraense? Por que não era assim antes? Não existiam músicos talentosos no Pará, como existem hoje?
 
Juca - Antes tinha o axé da Bahia bombando, né? E todo mundo já consumiu isso, falta consumir outras coisa. Se tu fores pensar, já consumiram muita música do Sudeste, do Sul. E agora a galera está começando a olhar mais pra cá, pela facilidade da comunicação, da internet.  Até as passagens de avião estão mais acessíveis, então, é mais fácil poder consumir o que tá mais longe. Esses fatores já explicam. Mas, tem um lado especial, que eu acredito que também é espiritual, que aqui na nossa região as coisas mais exóticas acontecem. Aqui tem os artistas mais doidos, com mais vibe musical, músicos mais diversificados. Não sei se isso é por que a gente tem o rio Amazonas aí, com um bocado de frutas, cores, sabores e amores.
 
Nicolau: O Alex Antunes disse que talvez tivesse a ver com o Daime, com as propriedades do Daime.
 
Juca- Também acredito. Com toda essa riqueza que a Amazônia pode proporcionar, desde o Daime até o açaí.
 
Nicolau: Agora, Juca, tu achas que tem espaço para todo mundo? Como que tu pensas que essa cena que está aflorando, que tu dizes que é só a ponta do iceberg, vai ocupar esse espaço na música brasileira? Através da indústria? Como tu achas que vai ter esse destaque para todo mundo?
 
Juca - Com os artistas se articulando principalmente no âmbito da produção também.  Fazendo seus projetos, aprendendo mais dessa área. O legal que eu acho na nossa cena é que um é fã do outro. Eu gosto muito do trabalho da Gaby, do Felipe, e vice-versa, a gente valoriza um o trabalho do outro.  E isso é legal por que todo mundo se dá força, então isso é mais um potencial da nossa música.  Mas, eu acho que a cena vai expandir mesmo com a chegada de redes socioculturais como o Conexão Vivo, que já vem apoiando muito a cena, inclusive financeiramente. E isso já está resultando em um melhor profissionalismo nosso. Aqui no Casarão a gente já vem melhorando o nosso estúdio com os trampos do Conexão Vivo e isso estimula a rede como um todo. O próprio coletivo Fora do Eixo ajuda na articulação também. Se eu quiser fazer um show em Pernambuco, por exemplo, eu sei que vai ter um ponto lá que vai me dar um suporte. Ou seja, esse movimento musical só pode espocar mesmo se nós tivermos uma boa articulação política e cultural. E também qualidade musical, pois não adianta ter tudo isso e chegar um monte de mané que não sabe tocar música. Mas aqui na nossa região a gente tem músicos muito bons e uma musicalidade bem diferente.
 
Nicolau: Por falar nisso, recentemente saiu um artigo na Folha de São Paulo, em que o jornalista criticou o Circuito Fora do Eixo. No Cabaré do Timpin tem um texto engraçado falando como o rock brasileiro morreu, ai falou da ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), que os roqueiros se juntaram para fazer política e acabaram esquecendo da música. Então, essa crítica vem muito em cima exatamente da música, de criticar os artistas novos. O que tu achas desse tipo de abordagem da imprensa sobre essa nova música?
 
Juca - Sobre o que eu acho do Fora do Eixo, por exemplo, é que ele é uma rede orgânica, que as pessoas têm que saber utilizar para a sua carreira artística. Saber fazer suas parcerias dentro  da rede, saber negociar, conversar e aprender muito. As redes têm muito para ensinar para artistas e produtores. Estamos juntos construindo isso aqui também, com o Casarão que é um ponto do Fora do Eixo aqui em Belém.  Mas essa história de falarem mal é uma cosia que sempre vai acontecer.  O pessoal sempre vai baixar pau, vão achar que está errado.  Tem as coisas erradas?  Tem. Tem as coisas certas?  Tem. Mas eu acho que o importante é a busca por um caminho de construção coletiva, de uma rede cultural totalmente independente. Independente de patrocínio, independente de qualquer coisa.
 
Com certeza vai tem um ponto Fora do Eixo que vai ser muito bom e outro que não vai ser tão bom assim, mas isso a gente tem que trabalhar na nossa vida. O negócio é a construção coletiva de uma rede cultural totalmente independente.
 
Os artistas e produtores que tão fazendo a música no Brasil tem que começar a entender que eles podem, sim, ter uma visão política. Que eles podem, sim, querer mudar o Brasil através da cultura e através da rede. Mas, o pessoal sempre vai falar mal, tu é doido, vão falar é mal direto, mas já ta andando o barco, o barco não pára.
 

Juca Culatra é só simpatia e carisma

Nicolau: Vocês do Casarão são ponto de articulação do Fora do Eixo em Belém, mas tu também já me disseste que tens uma postura crítica dentro da rede, que é possível dialogar e exercer a autocrítica desse sistema, não é?
 
Juca- Claro. Eu acho que tudo é construção, é saber se posicionar. Por exemplo, se eu achasse que tu não bate bem da cabeça (risos) eu ia dizer:  “olha Nicolau eu acho melhor tu ires ali no psicólogo, vai lá conversar”, é diferente de eu falar “Nicolau, tu é doido, vai pro manicômio” (risos). Eu acho que tudo na vida a gente tem que saber se posicionar, tem gente que não se posiciona e não consegue construir nada. Não consegue construir alianças, nem parcerias. Então, Graças a Deus, aqui no Casarão a gente tem isso, apesar de saber que pro nível de coletivos do Fora do Eixo a gente está muito aquém do que poderia ser.
 
O nível padrão do Fora do Eixo são coletivos muito administrativos, organizados. Aqui no Casarão a gente ta segurando essa de ser um ponto de articulação, mas a gente é mais um ponto de linguagem mesmo, de construção de novos projetos artísticos, de construção de novos CDs. Mas, como eu disse, sou apaixonado pela idéia do Circuito Fora do Eixo. Tive o prazer de passar uns dias em São Paulo, na casa Fora do Eixo, onde eu vi realmente como um coletivo organizado funciona. Isso foi um estímulo muito bom pra gente tentar chegar nesse nível de produção cultural.
 

Nicolau: Como tu vês o papel do Estado, Juca? E aí, já falando nessa questão do Estado, como ele deve atuar na parte cultural, queremos saber se tu tens alguma pretensão política, tu te candidatarias?

 
Juca - Tem uma música que eu cantava que é assim: “Amanhã eu vou me candidatar, por que só assim dinheiro fácil vai entrar” (risos).  Que é uma crítica contra os políticos mais caros do mundo, que são os brasileiros. Os deputados e vereadores daqui ganham mais do que esses caras aí da França, dos países até mais ricos que o Brasil. Mas, eu acho que esse negócio de política cultural do Estado devia ser realmente uma política do Estado, mas às vezes é política de governo. Aí, dificulta, quebra um ciclo de trabalho, uma sequência de produção e fica complicado.
 
Mas, eu espero que agora esse governo do Estado do Pará faça, como tenho certeza que vai fazer. Tem uma equipe muito boa trabalhando, o próprio Nilson Chaves, que é totalmente apartidário, o Marcos Quinan, na Fundação Tancredo Neves. Nós somos abençoados com essa ferramenta que a gente tem em nosso Estado. Por que além do Pará ter essa cena rica, a gente tem uma lei que é a Lei Semear, que ajuda bastante. E temos um governo que teve a cabeça de colocar as pessoas certas para cuidar dessa parte. Então, eu acho que a gente tem tudo na mão para - com a parceria com o governo, com a Lei Semear, com os outros apoiadores, como a Vivo - a gente possa potencializar ainda mais a cena cultural do Pará.
 
Vívian: Antes era Juca Culatra e Power trio, depois tu começaste a tocar com o Cristal Reggae, como aconteceu essa mudança?
 
Juca - Quando eu comecei a cantar esperei um ano pra encontrar a galera que virou o Power Trio.  A gente montou um projeto legal, só que depois os meninos da banda foram morar em São Paulo e no Rio de Janeiro. Até me chamaram pra ir junto, só que falei que não, porque tinha o Casarão aqui, tenho os meus projetos e sou apaixonado por essa terra. Então, eu fiquei, só que sem banda.
 
O Cristal Reggae é uma banda que já tinha vindo aqui para o Casarão. Eu escrevi o projeto deles e consegui patrocínio para a gravação do CD. Então, eu já tinha uma relação profissional e afetiva com a banda. E eles estavam um tempão parados, porque o antigo vocalista, o Negro Jô, recebeu uma proposta pra trabalhar como professor de história em Araguaína, e foi para lá.
 
Aí pensei: “rapá, eu não vou ficar parado. Vou montar outra banda pra mim”. E aproveitei o pessoal do Cristal, conversei com o Jesse James pra gente montar uma banda. Mas, até esse momento não era a Cristal Reggae, a gente ia colocar outro nome na banda, ia ser um projeto paralelo, tanto que tinha pensado em não usar o meu nome.
 
Só que na hora, a gente decidiu fazer o Cristal Reggae mesmo. Aí, montamos Juca Culatra e Cristal Reggae. Um projeto que tô super feliz de fazer. É super bacana a sonoridade da banda, porque a gente faz um reggae diferente da cena reggae paraense, que é baseada nas bandas que tocam exatamente o que os DJs tocam, e só tem uma ou outra música autoral.
 
Mas o Cristal Reggae vem com outra pegada, mostrando um som totalmente original. Nós mandamos versões, versão do Led Zeppelin em reggae, mandamos versões de música jamaicana com letras em português, misturando um pouco da raiz paraense. E isso é muito legal porque a gente pode fazer uma coisa diferente, original, e ao mesmo tempo se inserir em uma cena que é totalmente sustentável.
 
Semana passada a gente fez show quinta, sexta, sábado e domingo.  Agora vamos para Pirabas, depois tem show em Bragança, Castanhal, Maracanã e Igarapé-Açu.  Na outra semana  já vamos para Manaus.
 
Então, tá rolando, tá fluindo muito pelo interior. O que é um lance que eu sempre pensei na minha carreira artística. Eu não me cobro, não. Lancei só um disco e agora que to começando com o Cristal Reggae.  Tem artista ai que têm cinco, seis CDs e ainda não tem uma exposição que eu já consegui até muito cedo.
 
E eu sempre tive essa vontade de fazer um trabalho no interior paraense, de divulgar meu trabalho aqui. Por isso, não quis ir para o Rio ou São Paulo. Quero divulgar meu trabalho com o pessoal do Marajó, Santarém, Bragança, Parauapebas, para depois mostrar meu trabalho lá fora. E eu sinto que posso fazer isso com o Cristal Reggae.
 

Ele começou como produtor e virou cantor

Nicolau: Como tu viste a repercussão da Gaby lá no VMB?
 
Juca - Eu liguei a TV e quando vi tava tocando uma banda não sei o que uó (Banda UÓ) aí pensei “égua da banda escrota” e troquei de canal. Quando coloquei na MTV de novo, já tava lá a Gaby arrebentando. Eu sou muito fã dela, sou suspeito para falar qualquer coisa a respeito da Gaby (risos).
 
Nicolau: O Diário do Pará fez uma reportagem mostrando que alguns internautas achavam que tinham outros artistas que podiam representar melhor o Pará lá no VMB. O que tu pensas disso? 
 

Juca- Eu acho que tem que ser a Gaby mesmo. Se não fosse a Gaby iam colocar quem lá? A Gaby tá há tanto tempo batalhando com a banda dela, vem lá da periferia batalhando há tanto tempo com o Tecno Show, já tem experiência com programa de televisão. Se não for ela quem é que vai ser? Vão colocar quem lá? Acho que a Gaby tá no momento dela. Cada artista vai passar pelo seu momento. E quando o artista tiver no momento dele toda a cena tem que valorizá-lo.

Então, eu acho que a cena como um todo deve dar um apoio para a Gaby, por que ela tá no momento dela e vai arrebentar. Daqui a pouco ela vai tá no Brazilian Day lá em Nova York, boto fé.
 
Nicolau: Então, tu fugiste da pergunta, vais ser candidato ou não vais ser candidato?
 
Juca- Ah sim, eu sou pré-candidato do PPS. Filiei-me ao PPS por achar que é um partido que realmente abre as portas para as pessoas que querem construir um trabalho legal. Cheguei lá e disse que queria fazer um trabalho legal, quero botar a boca no trombone. Se eu ver qualquer pilantragem lá dentro vou botar a boca no trombone, vou pegar exemplo de Dorothy, de Chico Mendes pra minha vida e ser uma pessoa que realmente vai mudar o sistema. Se quiserem me matar podem me matar, não tem problema.  Podem me matar. (risos). 
 
Vívian: Mas é para vereador?
 
Juca- É. Para vereador, agora de 2012. Vou entrar como pré-candidato. As pessoas falam muito “ah político é ladrão”, mano, então entre na política. Vá lá mudar o problema você. “Ah, não quero me meter com política”. Então não fale, porque se os bons não vão para a batalha, tá cheio de guerreiros do mal querendo botar a mão na grana pública. Então, vamos entrar pra política, você que é do bem entre na política, na batalha também.
 
Nicolau: Quais são os próximos trabalhos de Juca Culatra?
 
Juca - Tô, ai no Cristal Reggae e tô montando uma nova banda que vou lançar em primeira mão aqui para o nosso portal querido: vai ser uma banda de lambada. Quero aprender o suingue da lambada, pegar umas versões de Beto Barbosa, misturadas com sei lá o que. To começando a bolar essa história. Vai ter alguns integrantes do Cristal Reggae, mas ainda falta um guitarrista suingueiro. Ainda to montando esse projeto, mas a minha ideia é essa, ir mais para esse lado caliente, caribe, lambada.
 
Nicolau: É um projeto paralelo, não tem nome ainda? Vai ser o Juca?
 
Juca - Não, vai ser Lambada do Culatra, (risos). Na verdade não sei ainda, mas tem que ter culatra no meio né.  Eu tenho vontade de produzir muita música, quero produzir mais em um período curto de tempo. Se em 2012 eu conseguir fazer três ou quatro discos, estou satisfeito. Vai ser essa a minha meta. Por que eu comecei a cantar com 29 anos, então eu já perdi muito tempo, tenho só três anos de carreira musical. Tenho que agilizar, lançar mais discos, lançar o disco de lambada, lançar agora esse novo de reggae e começar a escrever um projeto pra lançar um DVD, quem sabe. A gente tá só começando a brincadeira. 
 
 
Na sala do Casarão, Juca Culatra se une com seus irmãos
16 de novembro, 2011 - 18h00
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