Pará Musical
Publicidade texto
Bafafá  

Da tradição amazônica ao pop

Cantor e compositor fala sua versatilidade em primeiro disco solo, depois de intenso trabalho com a cultura popular

Por Elielton Amador Foto: Carlos Borges
 
Allan Carvalho vem de peito aberto para dar a cara a tapa em novo trabalho

 

Depois de desenvolver parcerias com Ronaldo Silva (Arraial do Pavulagem) e Cincinato Jr (Quaderna), o cantor e compositor paraense Allan Carvalho lança o disco “Oura”. Gravado de forma independente, o trabalho traz nove faixas que mesclam influências pop com a dedicação em pesquisar e valorizar a música tradicional da Amazônia.

De acordo com seu release, “nas canções [desse novo disco], Allan Carvalho experimenta intervir na paisagem sonora urbana, dialogando e achincalhando com as modas e ondas radiofônicas, além de cavar outros ambientes poéticos em suas letras”. O disco foi contemplado, em 2015, com o Prêmio Seiva, da Fundação Cultural do Pará, e contou ainda com a parceria da gravadora Na Music e apoio da Rede Cultura de Comunicação.

Nesta entrevista curta, feita pelo Facebook, o artista fala um pouco da sua intenção com o trabalho e descreve como se vê na cena musical de Belém. O leitor também pode ver a resenha do disco na seção de lançamentos

Por que o álbum se chama "Oura" e abre com uma música que é um boi-bumbá? É uma homenagem a algum grupo em particular?

Isso, “Oura” é uma toada de boi-bumbá, feita em homenagem a Mestre Cardoso e ao Arraial do Pavulagem. Coloquei meus meninos para iniciar este registro, com o pé na tradição.

Como foi a produção desse disco? Como surgiu a ideia dele?

Na verdade o CD veio se construindo desde 2010. Fui gravando coisas e durante este processo algumas músicas foram saindo, outras ficando e novas surgindo. Fiz em dois tempos de gravação em dois estúdios diferentes. Depois veio o nome “Oura”, com a viagem de cuidar dessa atmosfera afetiva e reunir as músicas que traziam esse tom.

Como o prêmio Seiva, do Governo do Estado, que você ganhou ajudou na formatação do disco, na produção final?

Pois é... O prêmio só veio para finalizar este processo. Assim como o Na Music também veio para fazer a parte chata (burocrática) e fazer o projeto circular nas redes alternativas do mercado fonográfico. O projeto todo é muito coletivo... tem muitas mãos nele. Mas ainda bem que não azedou (risos).

O disco tem, além das músicas de apelo mais "cultura popular", músicas de apelo pop também. Como pensaste isso no disco? Ou como penas a tua relação com a canção popular?

Quando estava gravando este CD, eu também estava envolvido em outros trabalhos, como os CDs “Folias de Belém”,  com o Ronaldo Silva, e o segundo do Quaderna, com o Cincinato Marques, sobre os pregões de rua. Também estávamos, eu e o Ronaldo, cuidando de finalizar outros dois CDs nossos, o “Boi Malhadinho” e o “Bandeira de Ouro”, estes dois ainda esperando prensagem. Estes discos aí são todos com uma atmosfera grudada na tradição popular. Então, decidi correr num caminho que respirasse meio paralelo a estes trabalhos. Busquei, assim, a cidade na sua versão mais acesa, urbana, cheia de informações da mídia e tal... Por isso o CD tem este pé no radiofônico, que a proveito pra tirar uma onda, inclusive.

Como avalias a cena musical paraense e como tu te encaixas nela?

Sobre este momento aqui de nossa cidade, sempre estive meio solto. Não me envolvo muito com as ondas da hora. Mas, reconheço valor em tudo que se faz e acabo, inevitavelmente, dialogando com isso. Acho bacana se misturar. Mas, prefiro mirar a música no que sinto, no que me fez compor, nas minhas influências e intuições. Acho que fica mais verdadeiro. Sei lá... Gosto de tudo, sem papo. E me vejo aberto, a fim de me misturar com toda a galera. Sou assim fora da música também.

Sobre o disco, achei legal você colocar ao lado das músicas, na contracapa do CD, os ritmos ou estilos das músicas, como nos discos antigos, para facilitar a recepção do ouvinte. Como foi que surgiu essa ideia?

Isso mesmo... nossa geração teve ainda esse momento dos LP’s com os ritmos na contracapa. Neste caso do “Oura”, eu mergulhei nisso, mas tirei um sarro inventando ritmos. Hoje está tudo cheio de nome que nem sei mais o que eu toco. Por isso brinquei. (risos)

04 de abril, 2016 - 05h23
Nome
E-mail
Mensagem

Comentários (11):

g98iu92Ufvt9

Clear, intarmofive, simple. Could I send you some e-hugs?

g98iu92Ufvt9

Clear, intarmofive, simple. Could I send you some e-hugs?

g98iu92Ufvt9

Clear, intarmofive, simple. Could I send you some e-hugs?

1oWNmBXNWc

Such an imirssepve answer! You've beaten us all with that! http://ypyrzdeycd.com [url=http://phttfb.com]phttfb[/url] [link=http://crulido.com]crulido[/link]

1oWNmBXNWc

Such an imirssepve answer! You've beaten us all with that! http://ypyrzdeycd.com [url=http://phttfb.com]phttfb[/url] [link=http://crulido.com]crulido[/link]

1oWNmBXNWc

Such an imirssepve answer! You've beaten us all with that! http://ypyrzdeycd.com [url=http://phttfb.com]phttfb[/url] [link=http://crulido.com]crulido[/link]

RqAzlmGGIlU

Yeah, that's the ticetk, sir or ma'am

RqAzlmGGIlU

Yeah, that's the ticetk, sir or ma'am

vUkUeu67I4

Now that's sulbte! Great to hear from you.

vUkUeu67I4

Now that's sulbte! Great to hear from you.

vUkUeu67I4

Now that's sulbte! Great to hear from you.


contato@paramusica.com.br

Escreva-nos!

Mensagem